sábado, 28 de junho de 2014

ESCAMBO… TROCA, CULTURA E EDUCAÇÃO

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       “Escambo”  certamente é uma palavra pouco conhecida em nossos dias, já que se remete a um  tempo muito remoto, sendo a primeira prática comercial conhecida pelo homem, e cuja palavra deu origem ao termo “câmbio”.

       Para tornar essa prática conhecida e vívida na vida dos alunos, o Centro de Convivência Escola Bairro Arnaldo Isidoro de Lima está promovendo, nesta quinta e sexta-feira (26 e 27/06) o “Dia do Escambo”.

       O projeto é uma iniciativa da professora Ana Paula responsável pela “Oficina de Equilíbrio Financeiro”.

       Através deste projeto, muitos alunos já têm procurado a “sala do Escamo” para promover suas trocas (câmbios). Neste projeto, os alunos foram instruídos a estarem levando livros e brinquedos em boas condições de uso para servirem de “moeda de troca”. Os alunos levam seu “escambo” até a sala, onde a professora os recebe e faz a contagem da quantidade de objetos (livros ou brinquedos) e então os acompanha em sua troca – Um livro por um brinquedo, ou um brinquedo por um livro.

       Desde ontem (quinta-feira), vários alunos já têm levado diversos livros para sua casa, e alguns, inclusive, tendo lendo os livros que levaram, retornaram para nova troca. Com isto, estão sendo despertados para a prática da leitura, que certamente trará ótimos resultados para seu desempenho escolar.

       Os alunos que estão levando livros para casa, estão isentos de atividades de casa para o período de recesso escolar, tendo como tarefa a leitura do livro para e com seus familiares.

       A grande variedade de livros e títulos que surgiu com esse projeto, tem despertado nas crianças o desejo pela leitura, pois os títulos são muito abrangentes e interessantes para a faixa etária dos alunos daquele espaço.

Um pouco de história

       É conhecido pelo nome de Escambo a prática ancestral de se realizar uma troca comercial sem o envolvimento de moeda ou objeto que se passe por esta, e sem equivalência de valor.

       É a forma original e mais básica que o ser humano tem de realizar trocas, geralmente realizadas com o excedente de cada comunidade. Assim, o habitante de uma vila pesqueira, quando obtivesse peixe em demasia, teria o desejo natural de trocar o seu excedente para ter uma variação em sua dieta. Logo, o pescador procuraria alguém que, por exemplo, fosse agricultor e tivesse plantado algum gênero alimentício em excesso. Havia ainda a necessidade dos dois entrarem em acordo, ou seja, de haver a coincidência dos dois personagens desejarem aquilo que o outro participante na troca tivesse para oferecer. Logo, caso os interesses não convergissem, a troca ia por água abaixo.

       Povos de economia primitiva ainda se utilizam do escambo, sendo cada vez mais rara a sua ocorrência, ainda mais depois do implemento da economia eletrônica virtual, onde o dinheiro é praticamente transferido de modo "virtual", não havendo interferência física em momento algum da operação. Um exemplo flagrante deste novo modo de circulação da moeda é o cartão de crédito, que vai aos poucos substituindo o dinheiro em cédulas ou moedas até nas trocas mais simples, sendo a transferência de valores realizada virtualmente.

       Outro problema do escambo é a possibilidade sempre existente de um grande desequilíbrio na operação das trocas. Um comerciante mais esperto, sabendo da necessidade ou do desejo de um indivíduo por certo item, poderia muito bem assegurar uma troca extremamente desigual, explorando obviamente o grande desejo ou interesse de seu interveniente.

       Como características básicas, o escambo se apresenta como uma troca de produtos em estado natural, que variam de acordo com as condições do lugar onde se dão as trocas, as atividades desenvolvidas pelo grupo, e suas respectivas necessidades. Neste sistema, a própria mercadoria torna-se moeda, passando a representar também, medida de valor e de riqueza, assim como acontece em civilizações mais simples. Seguindo esta mesma lógica, algumas mercadorias passarão a ter uma procura maior que outras, tornando-se involuntariamente a moeda daquele grupo.

       Historicamente, os elementos mais utilizados no sistema do escambo foram o gado, o sal, açúcar, novelos, meadas e tecidos, bem como peças de metal, em especial peças nos formatos de faca e chave, comuns na Ásia e na África. O conceito do dinheiro em forma de moeda, assim como o conhecemos nos dias atuais surgirá na Lídia, território grego, no século VIII a.C.

       A História é algo fascinante através dela, nossos alunos estarão realizando uma prática antiga que é o ESCAMBO, estamos resgatando esta pratica e convidando a todos a participarem do evento realizado pela professora Ana Paula responsável pela oficina de Educação Financeira do Centro de Convivência Arnaldo Isidoro de Lima.

 

       Venha fazer sua troca você também!!!