sexta-feira, 16 de maio de 2014

Termo de Cooperação foi assinado para atender crianças, adolescentes e idosos nos Centros de Convivência

       Desde o ano passado (2013), as secretarias municipais de Assistência Social, Esportes, Educação e a Fundação Cultural, assinaram do Termo de Cooperação referente ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo. O convênio visa o atendimento a crianças de zero a seis anos, crianças e adolescentes de zero a 18 anos e, idosos a partir de 60 anos.
        Boa parte dos beneficiados integra o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), o que significa hoje 1026 crianças em Foz, além do Projeto Construindo a Cidadania, destinado à crianças de 1ª à 4ª séries.
        Os serviços ofertados serão realizados em grupos, denominados Pólos, onde acontecerão oficinas que proporcionem ao público o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, organizado por territórios, onde cada território terá o seu Pólo de atendimento, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus usuários, de acordo com o seu ciclo de vida, a fim de complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social. “Até o ano passado essa logística era feita de uma forma onde crianças da Vila C tinham que ir para o Porto Meira, agora com esse tempo de deslocamento ela fica aproveitando uma das ações no espaço mais próximo de sua casa”, comentou a Secretária Claudia Pereira. 
       Para o secretário de Esportes Anderson de Andrade “esta é mais uma ação para encaminhar as crianças e adolescentes, e através do esporte a gente sabe que pode existir uma alternativa de resgate ou de evitar uma série de problemas futuramente”, destacou.
       O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Crianças de até (06) seis anos e suas famílias é complementar ao Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). O Serviço tem por foco o desenvolvimento de atividades com crianças, familiares e a comunidade, para fortalecer vínculos e prevenir ocorrência de situações de exclusão social e de risco, em especial a violência doméstica e o trabalho infantil. Desenvolve atividades com crianças, inclusive com as pessoas compreendidas dentro do público alvo que possuam algum tipo de deficiência, e seus familiares.
“Não há dúvidas que a ocupação dessas crianças com as oficinas e atividades oferecidas influenciam diretamente na educação dessas crianças”, comentou a então secretária de Educação Shirlei Ormenese de Carvalho.
       Para Crianças e Adolescentes de (06) seis a (15) quinze anos tem por foco a constituição de espaço de convivência, formação para a participação e cidadania, desenvolvimento do protagonismo e da autonomia das crianças e adolescentes, a partir dos interesses, demandas e potencialidades dessa faixa etária. As intervenções serão pautadas em experiências lúdicas, culturais e esportivas como formas de expressão, interação, aprendizagem, sociabilidade e proteção social. Inclui crianças e adolescentes com deficiência, retirados do trabalho infantil ou submetidos a outras violações, cujas atividades contribuem para “ressignificar” vivências de isolamento e de violação de direitos, bem como propiciar experiências favorecedoras do desenvolvimento de sociabilidades e na prevenção de situações de risco social.
       O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos terá como foco o desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia e de sociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares e do convívio comunitário e na prevenção de situações de risco social.
Desta forma os serviços e os programas assistenciais relacionados à crianças, adolescentes e idosos devem considerar as três dimensões componentes: as pessoas, suas famílias e o território onde vivem. A Proteção Social Básica exige a capacidade de maior aproximação possível do cotidiano de vida das pessoas, dado seu caráter preventivo e proativo, pois é nele que as vulnerabilidades se constituem, por isso, é necessário intervir com ações de convivência e fortalecimentos de vínculos, viabilizando a participação nos Serviços do SUAS daqueles que deles necessitarem, conforme previsto pela Constituição Federal, compreendendo a inserção nos serviços como direito de todos.