terça-feira, 13 de maio de 2014

Educação Especial proporciona Treinamento Voltado à Inclusão Social

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       É difícil pensarmos que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele, cor dos olhos, altura, peso e formação física. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa forma, ser culpados por possuí-las.

       A inclusão social está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os excluídos socialmente são também os que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade, além dos idosos, os negros e aqueles que possuem deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais.

       Embora existam leis específicas para cada área, como  as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, somente a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando tal ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que passou-se a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.

       A partir de então, passou-se a tratar da inclusão, também nas escolas chamadas “regulares”, de crianças com necessidades especiais ou algum tipo de deficiência, criando-se, para atendê-las, as “Classes Especiais”, e também as “Salas de Recursos”.

       Em Foz do Iguaçu, a Diretora de Educação Especial da SMED, professora Vivien Maria Diniz de Oliveira Souto preocupa-se muito com a questão da inclusão responsável, ou seja, da capacitação dos profissionais da educação para atender de forma satisfatória as crianças com alguma deficiência  ou necessidade especial.

       Nesta terça-feira (13/05), a professora Vivien esteve reunida com os professores de áreas específicas das escolas municipais de nossa cidade, buscando proporcionar-lhes um treinamento básico sobre como trabalhar a inclusão social na escola e mesmo fora dela, nos diversos círculos sociais onde podemos encontrar todos os tipos de pessoas com as mais diversas necessidades especiais ou deficiências.

       Durante a formação, não apenas foi salientada a diferença entre “pessoa com necessidade especial” e “com deficiência”, como também a maneira como devemos nos portar em cada situação envolvendo tais pessoas.

       Como portar-se em um diálogo com uma pessoa cega? Qual a forma correta de conduzir uma pessoa com tal deficiência? Como reagir ou interagir com um cadeirante?

       São muitas, enfim, as situações que podem vir a ocorrer nas escolas envolvendo a questão da inclusão social; e é necessário que saibamos como nos portar diante de cada uma delas.

       Com certeza esse encontro trouxe aos participantes uma nova forma de posicionar-se diante das situações mais inéditas envolvendo pessoas que a despeito de sua necessidade ou deficiência, necessitam de toda nossa atenção, carinho, solidariedade e respeito.

       Parabéns à professora Vivien por sua iniciativa! Com certeza será de grande ajuda a todos os profissionais da educação. Quiçá possa ser também marcada uma palestra aberta à toda a sociedade, para que possamos realmente praticar de forma assertiva a inclusão social.